Obrigado mais uma vez pelas viitas em pouco tempo de blog que temos.

Aí vai uma entrevista com Los Hermanos por Richarley, O Menescal em 21/11/02, achamos bem legal e resolvemos colocar aqui.

 

Não adianta mais ignorar os Los Hermanos. Quem ainda pensa que eles eram mais um produto midiótico de uma música só, quebrou a cara depois de dois discos ímpares na música brasileira. Se o sucesso veio cedo e o real valor do grupo reconhecido só com o segundo álbum (Bloco do Eu Sozinho) , eles já estão preparando mais um candidato à clássico.

 

Obrigado mais uma vez pelas viitas em pouco tempo de blog que temos.

Aí vai uma entrevista com Los Hermanos por Richarley, O Menescal em 21/11/02, achamos bem legal e resolvemos colocaaaar aqui.

Não adianta mais ignorar os Los Hermanos. Quem ainda pensa que eles eram mais um produto midiótico de uma música só, quebrou a cara depois de dois discos ímpares na música brasileira. Se o sucesso veio cedo e o real valor do grupo reconhecido só com o segundo álbum (Bloco do Eu Sozinho) , eles já estão preparando mais um candidato à clássico.

 

Antes de se refugiarem em Petrópolis, em um sítio diferente de onde compuseram o segundo disco, eu, o Alien, e George Frizzo, o Viking, conversamos com Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, no backstage do Ceará Music, onde se apresentaram:

Underweb: Prestes a voltarem ao sítio para compor as músicas novas, como está sendo acabar a turnê justamente em um grande festival?

Marcelo Camelo: Mais uma vez na nossa vida, as coisas acontecem ao revés do que a gente espera. A turnê desse disco foi quase inteira de shows intimistas e pequenos, é curioso a gente encerrar a turnê num festival, para platéia grande. A gente quase que desacostumou a fazer isso.

U: E esse palco secundário garante essa cara mais intimista?

Rodrigo Amarante: Eu acho bem melhor! Aqui a gente está mais perto um do outro, está mais perto do publico... É aquele negócio de que quando você está numa festa besta não é melhor você não vestir alguma coisa que seja menos do que mais? Acho que é mais ou menos a posição que a gente está.

MC: Tem uma frase duma música do Maskavo que diz: “A bonança sempre tá com quem tem mais do que diz.”. Então é isso, de alguma maneira...

RA: É isso. É bem melhor e bem mais confortável!

U: E como vai ser agora para o próximo disco, já que vocês passaram muito tempo no sítio e no estúdio para gravar o segundo álbum?

MC: A gente vai passar mais tempo ainda dessa vez, porque o disco vai ser fruto de um período menor de convívio nosso, então a gente acha importante que tenha tempo de sobra lá no sítio pra deixar as coisas direito. Ficar dois meses de novo e depois vamos pro Rio passar mais um mês de estúdio e depois vamos gravar.



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 11h41
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U: E como está sendo para gravadora depois da mudança que foi o segundo disco, com algo mais com a cara de vocês, a expectativa pro terceiro álbum?

RA: A nossa cara é o que a gente é agora. Amanhã é outra cara. E a gente não está preocupado em estabelecer uma para sempre. Cada disco representa o que a gente viveu no período anterior, a gente não tem a menor idéia do que vai sair. Não sei se vai ser samba, rock, break, forró...

U: Mas não rola uma pressão da gravadora para vocês anteciparem isso para poderem trabalhar na mídia.

RA: Pressão é que nem carapuça, quem quiser que vista. A gente mesmo já se cobra tanto de fazer um negócio sincero, na boa...

MC: (Interrompendo) Mas não tem crivo maior do que o nosso. O crivo de qualquer pessoa é menor do que o nosso, tenho certeza disso.

RA: É! Somos quatro numa situação de vulnerabilidade, amizade e respeito, fazendo a música juntos, então a pressão é algo tão externo que não chega.
U: Rodrigo, a gente ficou sabendo que você participou do disco do Cidadão Instigado e vai participar de alguns shows também. Como foi o contato com o Catatau e como está sendo isso? Já rolou os shows de lançamento?

RA: Rolou dia 28, mas eu não pude ir porque eu estava em turnê. Eu sou amigo do Catatau desde que eu tenho 12 anos de idade, quando eu morava aqui em Fortaleza. Ele era tipo um ídolo para mim. Era um cara que eu conheci e que eu achei: “Eu vou querer conhecer esse cara!”. Até o primeiro disco do Santana que ele teve fui eu que dei. Foi um vídeo do meu pai, que não tava gostando, aí eu peguei e dei pra ele. Assim, eu sacaneei porque eu dei pra ele ficar meu amigo. (Risos). E deu certo! E aí, ao longo desses anos todos a gente se encontrou em vários momentos. A gente ficou sem se falar alguns anos, aí nos encontramos de novo em São Paulo. Aí a gente voltou a ter contato, então eu gravei o disco com ele, cantei lá... Nós somos grandes amigos, eu só não pude participar do show, mas quando eu puder, eu vou. Foda é que é em São Paulo. Se fosse no outro disco a gente ia pra lá toda hora, mas é porque a divulgação desse disco (Bloco do Eu Sozinho) acabou sendo muito mais de boca a boca, aí não rolou até agora. O Régis (Guitarrista) está tocando, a banda dele mesmo está por lá. Pô, sou fã do Régis também. (Risos)

U: Em relação a cena do Rio, vocês começaram com uma banda de hardcore local e tinha uma interação, vocês lançaram demos e faziam aquele circuito. Como é que depois de terem feito sucesso, depois da Anna Julia, pra vocês se localizarem no meio da galera do Pointdexter, do Jason e das outras bandas?

RA: É difícil falar de cada pessoa... (Nesse momento Rodrigo é chamado ao palco para finalizar alguns detalhes antes do show)

MC: Cara, eu acho que o pessoal da cena do Rio, de uma maneira geral, sempre teve com a banda. Durante o período de maior sucesso, a gente tocou algumas vezes por lá e todos os shows foram maravilhosos. O publico lá também só cresce. Assim, talvez os meninos mais novos que não viram a gente tocar tenham outra visão disso. Mas isso cara é uma questão individual, como cada um lida com o sucesso de sua banda querida.


U: Depois do sucesso da Anna Julia, que vocês reiniciaram com essa roupagem mais intimista, se por acaso a banda não desse certo e vocês achassem que música não seria mais o lance e resolvessem acabar, como é que você acha que lidariam com isso?

MC: Cara, eu fazia jornalismo. Acho uma profissão linda e maravilhosa. Tinha vontade de escrever... Na verdade, a nossa relação com a banda permite que a gente lide com diversos aspectos da comunicação. Como três quartos da banda são de comunicadores, então a gente cuida da nossa carreira é assim: fazendo a capa do disco, pensando no release, escolhendo jornalista para escrever ele, eu e o Rodrigo escrevendo as letras. Mas eu acho que a gente ainda tem um papel a cumprir. E tenho fé de que a gente vai conseguir chegar lá.

U: Essa pergunta é porque a gente vê que tem banda que faz sucesso e tem aquela preocupação de fazer sucesso pra sempre...

MC: (Interrompendo) Não cara... Sucesso pra sempre depende muito mais de uma postura atual. Na verdade, nosso primeiro ano de carreira, a gente passou tocando muito pro público de ocasião. Pessoas que iam nos shows só pra ouvir Anna Julia. Então, a gente viveu essa experiência. E é bacana, tem sua graça... tocar pra platéias gigantescas, mas é muito ruim você ter a obrigação de todo disco ter uma música “hit”, sabe? Todo domingo o cara tem que tá no Faustão porque se não o pessoal esquece. Então, é muito difícil você ter que impor isso. Então a gente pensa na nossa carreira a longo prazo desse jeito. Procurando fazer disco porque isso é o importante. E que no final de 10 anos a gente tenha um apanhado de coisas interessantes, que sejam marcos pra gente mesmo.

U: O que vocês tem ouvido últimamente? Quais artistas novos que tem chamado sua atenção?

MC: É engraçado que no Los Hermanos, sobretudo nisso, cada um fala por si. Eu, por exemplo, tenho ouvido muito samba antigo. E de gente nova eu gosto muito do Wado e do Wonkavision. Ganhei o disco de uma banda de Porto Alegre chamada Os Massas. Tem uma banda do Rio chamada Brasov que também é muito boa. Mas cara, na boa, ninguém faz ainda melhor do que os caras já fizeram, sabe, Chico, Tom Zé, Tom Jobim, João Gilberto, Caetano... Os caras ainda são a melhor coisa que já teve na música brasileira, então é inevitável que se ouça muito deles.



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 11h40
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Clique aqui para ouvir o programa Cinco Estrelas com a participação de Marcelo Camelo. Fonte: site oficial Los Hermanos. Confiram, foi muito boa.

redevivafavela.com.br



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 11h29
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Los Hermanos na apresentação do CD

A apresentação de Los Hermanos para o CD "Ventura".

Concordamos perfeitamente, não há descrição melhor.

"Ventura é um disco para se ouvir de janela aberta, deixando o som vazar pra rua e o sol entrar. É para pensar no tempo que irremediavelmente passa e no que ainda está por vir. Não nos cabe dizer do que se trata cada música, qual é a história por detrás. Não existe legenda ou certo e errado, as certezas, na verdade, são bem poucas. Tudo é apenas uma sugestão, como na capa. Ventura é sorte para quem quer ver, é fortuna para quem a espera. Nossas músicas seguem apenas o norte que aponta o coração e é por sabermos disso que novamente içamos nossas velas a espera de um vento favorável, um vento bom que nos leve adiante".



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 10h48
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Obrigado pelas mais de 500 visitas em uma semana

Obrigado a todos pelas visitas em nosso blog, em uma semana de blog são mais de 500 visitas, e desde a primeira semana estamos no site do UOL como blogs mais legais. Valeu mesmo!!!

blog.uol.com.br



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 10h36
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Show na Urca

Ontem aconteceu no morro da Urca o show do projeto "Noites Cariocas", não fomos ao show mas com certeza foi mais um belo show dos Hermanos!

Foto: euadoroloshermanos.blogger.com.br



 Escrito por Hermanos Johnny e Bazinha** às 19h38
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Perfil                

Nome:
Johnny e Bárbara
Cidade:
Nova Friburgo - RJ
Ele:
Escriturário. Estudante de Ciências Contábeis. Membro e Representante do Fã-Clube Oficial em Nova Friburgo
Ela:
Estudante de Psicologia e membro do Fã-Clube Oficial
Idade:
20 anos

 

 

     

         

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